Por Natália Nunes

Os dois tenistas monopolizaram o esporte em 2013

Rafael Nadal terminará o ano como o melhor tenista do mundo em 2013. Entretanto, é Novak Djokovic quem vive o atual grande momento. E o sérvio comprovou a excelente fase justamente diante do espanhol. Na noite de segunda-feira, dia 11/11, Djoko derrotou o maior rival por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4 e conquistou pela terceira vez o ATP Finals, torneio em Londres que encerra o ano na Associação dos Tenistas Profissionais.

Desde que perdeu a final do US Open para o espanhol, em setembro, Djoko embalou 22 vitórias consecutivas e quatro conquistas importantes dentro do circuito da ATP – além do Finals, o número 2 do ranking levantou taças em Xangai e Paris (Masters 1000) e Pequim (ATP 500).

Djokovic ainda diminuiu a diferença no confronto direto contra Nadal, já confirmado como o embate que mais se repetiu no tênis desde 1968. Com o triunfo em Londres, o sérvio agora possui 17 vitórias sobre o espanhol, que ainda lidera o duelo com 22 triunfos. Em finais, por outro lado, Djoko agora lidera por 10 a 9.

Com queda de Federer e lesão de Murray, Djokovic e Nadal monopolizam o tênis

Djokovic ganha o ATP Finals
Djokovic ganha o ATP Finals

Dos quatro Grand Slams, eles conquistaram três. Dos nove Masters, eles levaram oito. Ninguém, além dos dois, chegou ao menos perto de fazer 10 mil pontos na atual temporada. E ainda decidiram um Major no ano, um Masters e o ATP Finals. Tudo isso aliado ao “sumiço” de Roger Federer e a lesão que tirou Andy Murray da reta final da temporada. Os fatos e números de 2013 mostram: Novak Djokovic e Rafael Nadal tomaram o tênis masculino para eles.

A decisão do ATP Finals serviu um pouco mais para mostrar esse equilíbrio e a divisão de forças. Se Nadal terminou o ano como líder do ranking na temporada após ficar sete meses inativo, Djokovic encerra 2013 em alta após conquistar quatro torneios em sequência e somar 22 vitórias consecutivas.

Para não deixar dúvidas do domínio, basta olhar a composição final do ranking da temporada. Nadal encerra 2013 com a incrível marca de 13.030 pontos. Djokovic tem 12.110. David Ferrer, o terceiro colocado, ficou com 5.800. Em outras palavras: os líderes do ranking somaram mais do que o dobro de pontos do terceiro colocado.

O domínio de Djokovic e Nadal é ainda maior se analisada a temporada dos outros dois integrantes do chamado Big Four. Número quatro do mundo e atual campeão em Wimbledon, Andy Murray teve um segundo semestre para esquecer. Depois de ir até as quartas de final do US Open, o britânico defendeu a Grã-Bretanha na Davis e parou de jogar por causa de uma lesão nas costas – algo que até obrigou o atleta a passar por cirurgia.

Já o suíço Roger Federer – para muitos visto como o melhor tenista da história – teve um ano péssimo. Depois de conquistar o troféu no All England Club em 2012 e voltar até mesmo para a liderança do ranking, despencou. Ganhou apenas um título, no ATP 250 de Halle, trocou de treinador, quase trocou de raquete, caiu para a sétima posição na lista dos tenistas profissionais e viu a irregularidade em quadra aumentar muito.

Marrero e Verdasco são campeões nas duplas do ATP Finals

Marrero e Verdasco são campeões de duplas
Marrero e Verdasco são campeões de duplas

A dupla mais vencedora da história do tênis saiu de mãos vazias. De maneira surpreendente, Bob e Mike Bryan, cabeças de chave número 1 do ATP Finals, saíram derrotados na decisão e viram os espanhóis David Marrero e Fernando Verdasco comemorarem o título após venceram o jogo por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 6/7 (3-7) e 10-7.

Foi o segundo título que a parceria – que começou em 2012 – conquistou na temporada. Antes, nos 20 torneios anteriores, eles só haviam conquistado o ATP de Bastad, na Suécia. No total, os espanhóis somam três conquistas desde que passaram a ser parceiros fixos (ganharam Acapulco em 2012).

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