Por Isabella Zonta

Viciados em seriados têm muito em comum com os devotos espectadores das tradicionais novelas. Acompanhar religiosamente o programa, repercutir o assunto após cada episódio/capítulo em conversa com os amigos, desenvolver apego com dito personagem – esses certamente são sentimentos compartilhados por qualquer um que acompanhe algum folhetim audiovisual. Porém, algo simples e triste é capaz de diferenciar essas duas tribos de espectadores: os series junkies vivem em constante medo do temido cancelamento.

Quem nunca investiu seu tempo em um novo seriado e no momento em que os arcos narrativos começam a se complexificar e/ou fluir, você recebe a fatídica notícia que o canal decidiu cancelar o programa? Isso, infelizmente, é comum. Ótimas séries foram canceladas após apenas uma temporada! Freaks and Geeks foi uma das injustiçadas. A série era aclamada pela crítica por ter uma trama bem construída e por tratar de temas relevantes para o público alvo, como bullying e puberdade. Criada por Judd Apatow e com elenco composto dos então desconhecidos Linda Cardellini, Seth Rogen, James Franco e Jason Segel, essa comédia dramática contava a história de um colegial da década de 1980 e foi encerrada inesperadamente após míseros 18 episódios.

Outra série que assim como Freaks and Geeks teve fim precoce foi Firefly A inusitada mistura de cowboys e naves intergalácticas funciona perfeitamente nessa cult fave de 14 episódios assinada pelo (gênio) Joss Whedon, também responsável por Buffy – A Caça Vampiros, Angel e mais recentemente Os Vingadores. A repercussão sobre Firefly foi tão grande que os fãs não sossegaram até conseguirem algum tipo de continuação para o universo da série. E, sim, o esforço foi recompensado em forma do longa-metragem Serenity.

Você pode se perguntar: Oh deus, por que faz isso comigo? Não chores mais companheiro (a), pois o motivo que justifica o fim de tantas séries é indigno de suas lágrimas, é frio e calculista – seu nome é audiência. O calculo de audiência é coisa complicada e tediosa, então não nos deteremos nele por aqui. Porém, é fácil entender que ter baixa audiência é traduzido como mau investimento para os canais e isso definitivamente não pode existir na ótica capitalista.

Para exemplificar a crueldade dos cortes de cancelamento, compilamos uma lista curiosa. Abaixo você encontrará sete das séries canceladas mais rapidamente na história da televisão americana.

The Playboy Club

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Canal: NBC (2011)

Episódios transmitidos: 3
Dias que ficou no ar: 21

A (tentativa) de fusão da Playboy e dramas policiais. Infelizmente não incitou a curiosidade de seu público-alvo, homens (de qualquer idade). As fotos, entrevistas e perfis publicados pela revista Playboy aparentemente são o suficiente para o público masculino. Toda a promoção e propaganda sobre o programa, assim como o discurso dos envolvidos (elenco, equipe de produção, produtores), sugeriam que The Playboy Club vinha também para enaltecer a imagem de “mulher forte”. Aposto que ninguém comprou a ideia de feminismo quando assistiu um programa repleto de mulheres fisicamente “perfeitas” em roupas apertadas jogadas em arcos narrativos fracos e superficiais que se passam numa boite dos anos 1960.

Lone Star

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Canal: FOX (2010)
Episódios transmitidos: 2
Dias que ficou no ar: 7

Um vigarista tenta chegar ao topo manipulando uma uma grande rede de mentiras ao mesmo tempo que lida com conflitos familiares. O que se pode fazer quando o povo só quer assistir reality shows e spin-offs de CSI? Nada. Nem mesmo um drama com uma boa premissa se salva.

The Beautiful Life

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Canal: The CW (2009)
Episódios transmitidos: 2
Dias que ficou no ar: 7

Insistir na ideia que tenha algo de bom e/ou profundo sobre a vida de pessoas lindas e ricas vivendo a vida glamurosa da elite pode ser considerado patético, produção? Sim, né?! Todos os episódios da série, patrocinados pela HP, estão online, se você tiver coragem de assistir essa série. Não diga que eu não avisei.

Do No Harm

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Canal: NBC (2013)
Episódios transmitidos: 2
Dias que ficou no ar: 8

Mais uma tentativa de contar a história do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde. Infelizmente, a campanha de marketing foi bem melhor que o próprio programa. Obrigada à NBC, que cortou logo o mal pela raiz.

Made in Jersey

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Canal: CBS (2012)
Episódios transmitidos: 2
Dias que ficou no ar: 12

Todos amam uma história sobre o underdog (perdedor), principalmente quando é contra os colarinhos branco, neste caso, de Wall Street. Mas esse negócio de esteriótipo de família italiana típica do norte de Jersey já deu o que tinha que dar. Vide Jersey Shore (ou não).

Lucky 7

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Canal: ABC (2013)
Episódios transmitidos: 1
Dias que ficou no ar: 12

Sete pessoas tem o habito de jogar na loteria até que um dia, todos ganham. Legal, todos persistiram, ficamos felizes por eles. Ah, o dinheiro começa a trazer mais problemas do que alegrias e suas vidas se complicam. Pesado, entendemos. Uma palavra que traduza o piloto? Tédio.

Emily’s Reasons Why Not

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Canal: ABC (2006)
Episódios transmitidos: 1
Dias que ficou no ar: 1

Heather Graham interpreta a protagonista desta série, que tem problema com relacionamentos e com a ajuda do melhor amigo, um gay super extravagante, tenta resolver sua love life. Essa cópia de Sex and The City foi uma vergonha… Ainda bem que saiu do ar bem discretamente.

 

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