Por Isabella Zonta

Frasier e The Simpsons são duas séries muito populares. A primeira foi finalizada em 2004, mas Dr. Frasier ainda se faz presente em suas reprises intermináveis nos canais de TV paga. Já a segunda, não somente nos faz rir, mas também invejar a fonte da juventude que Marge mergulhou, pois há chocantes 24 anos assistimos a ela e sua bizarra família. Duas séries de comédia, mas muito diferentes, sem dúvida. O que elas teriam em comum? Ambas são spin-offs.

Foto: Reprodução
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Spin-off é um termo usado em diversas áreas (negócios, tecnologia, por exemplo) que pode ser traduzido e usado sem medo como derivação. Nesse sentido, é um termo que define um produto que se originou de outro já existente. Em mídia, temos exemplos inúmeros e em diversas plataformas. Nos quadrinhos e em suas versões cinematográficas, Elektra é derivado de Daredevil; assim como nos vídeo games o famoso personagem da Nitendo, Mario, apareceu pela primeira vez no, também clássico, Donkey Kong. Porém, é no mundo das séries que as spin-offs têm maior representação, principalmente por conta da grande quantidade produzida.

É fácil entender porque as spin-offs estão e sempre estarão presentes na televisão e em qualquer outra mídia na verdade. A possibilidade de expandir o universo de uma franquia que já tenha sucesso é atrativa para produtores e, claro, para os fãs. Porém, infelizmente, é bem comum que a ideia seja boa apenas no papel. Um dos motivos que contribuem para o fracasso de continuações, por exemplo, é que muitas vezes é cometido um erro grave: colocam a responsabilidade de protagonista num personagem amado pelo público na série original, mas que nasceu para ser apenas um coadjuvante. O motivo pelo qual tais personagens são adorados nas séries originais? Doses homeopáticas. Foi exatamente isso que aconteceu com Joey, série centrada em um dos Friends, Joey Tribbiani – o programa foi um desastre de audiência e acabou cancelada com apenas duas temporadas. Outro erro comum é a produção de séries clones. Tome That ‘80s Show como exemplo. Se aproveitando do sucesso de That ‘70s Show, o clone matem a mesma fórmula e os mesmos escritores, mas não consegue reproduzir o charme e a hilaridade de seu doador genético. Resultado? Cancelamento.

Foto: Reprodução
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Vamos esperar que isso não aconteça com as spinoffs que vêm por ai. O já citado neste portal The Originals, estreou no último dia 3 sob a grande pressão de entreter os fãs exigentes da série de origem, The Vampire Diaries. A mesma coisa acontece com as anunciadas derivações de The Walking Dead e Breaking Bad e a planejada continuação da franquia de Dexter. Só nos resta esperar. E enquanto fazemos isso, que tal relembrarmos algumas das melhores e/ou mais famosas spin-offs?!

Angel

A série é um spin-off de Buffy, A Caça-Vampiros, contando a vida do vampiro com alma Angel, lutando contra o Mal em Los Angeles.

The Colbert Report

Uma sátira de programas conservadores como The O’Reilly Factor, The Colbert Report deriva do The Daily Show que critica política e os meios de comunicação social.

Project Runway

Com tantos programas de competição espalhados por aí, é fácil esquecer que Project Runway é uma spin-off de Project Greenlight, uma colaboração entre a emissora Bravo, os irmãos Weinstein, Ben Affleck e Matt Damon que concedia à cineastas de primeira viagem a chance de fazer um filme.

Daria

Na verdade, Daria é uma spin-off de uma spin-off. Essa personagem inteligente e deliciosamente sarcástica saiu de Beavis e Butt-head, que por sua vez saiu de Frog Baseball. Ufa!

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