Por Natália Nunes

A Netflix anda fazendo bonito com suas séries originais, e Orange is the New Black foi mais um acerto

"Orange Is The New Black" / Foto: Reprodução
“Orange Is The New Black” / Foto: Reprodução

Orange Is The New Black conta a história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que quando era mais nova, se envolveu com Alex Vause (Laura Prepon), uma traficante de drogas. Piper ajudou Alex a transportar dinheiro conseguido pela venda de drogas.  Agora, Piper é noiva do escritor Larry Bloom (Jason Biggs).

Planejando seu casamento e iniciando um negócio próprio com a melhor amiga Polly Harper (Maria Dizzia), Piper descobre que alguém a denunciou para a polícia. Visto que o crime que ela cometeu leva doze anos para prescrever, e só se passaram dez, ela é condenada a treze meses a uma prisão de segurança mínima.

Na prisão, Piper entra em contado com diversos tipos de mulheres que se encontram no local por diferentes crimes, como por exemplo:

– A russa Galina Reznikov (Kate Mulgrew), conhecida por Red, que comanda a cozinha e tem várias protegidas que chama de filhas;

– Tiffany Doggett (Taryn Manning), uma ex-adolescente problema que se tornou evangélica;

– Nicky Nichols (Natasha Lyonne), uma lésbica viciada em drogas;

– Crazy Eyes (Uzo Aduba), uma detenta com alguns problemas mentais que se interessa por Piper;

– Erica Jones (Constance Shulman), uma hippie que dá aulas de yoga;

– Big Boo (Lea DeLaria), uma detenta que sofre de câncer;

– Sophia (Laverne Cox), uma transexual afro-americana;

– Tricia Miler (Madeline Brewer), ex-mendiga que desenvolveu sérios problemas com drogas;

– Uma família Mexicana bem problemática constituída por Dayanara Diaz (Dascha Polanco) e Maria Ruiz (Jessica Pimentel).

Natalie Figeroa (Alysia Reiner), conhecida como Fig, é a diretora da instituição que desvia verbas enquanto tenta manter as aparências. Entre o quadro de funcionários estão o sr. Healy (Michael Harney), um homem preconceituoso que atua como o supervisor e conselheiro das detentas; Caputo (Nick Sandow), diretor assistente que tenta fazer o melhor que pode dentro do sistema; Bennett (Matt McGorry), um agente penitenciário que se apaixona por uma das detentas; e Mendez (Pablo Schreiber) um dos guardas que busca tirar proveito de sua posição.

A série trata, de forma leve, de temas importantes e pesados, chegando a ter algumas situações cômicas. Cada episódio traz flashbacks das vidas das personagens, revelando o passado de cada uma e as razões que as levaram para a prisão sem necessariamente seguir uma ordem cronológica.

Quando Piper chega na cadeia, ela não conhece as regras, a rotina ou as pessoas. Sabe apenas o que leu nos livros. Temendo apanhar ou ser violentada, ela tenta se manter afastada de grupos e dos problemas das demais detentas. Aos poucos, Piper descobre a história e a personalidade de cada uma. A série não é sobre Piper ou o sistema penitenciário, mas sobre relacionamentos, sejam familiares ou sociais. Apesar das diferenças de raça, religião e opiniões, as detentas formam uma forte corrente, respeitando os espaços e limites de cada uma, sem deixar de lado a inevitável luta pelo poder.

O sexo faz parte da série, sendo apresentado como uma forma das detentas se sentirem amadas, satisfeitas ou subjugadas.

Série original do Netflix, Orange is the New Black, é adaptada por Jenji Kohan da obra autobiográfica de Piper Kerman, e tem treze episódios (todos já disponíveis). A série foi renovada para sua segunda temporada, e estreia no Netflix em 2014.

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