Por Thais Ximenes

Parei de ver Glee há muito tempo atrás, talvez na metade da temporada passada ou antes disso. Mas não pude deixar de ficar chocada quando um amigo me mandou uma mensagem dizendo: “O Finn morreu”.

Corey Montheit morreu aos 31 anos, vítima de uma overdose, em julho deste ano. O terceiro episódio desta temporada de Glee, “O Quarterback”, foi uma homenagem ao ator. E que bela homenagem.

Logo de cara, somos brindados com uma apresentação linda que reuniu os novos e os antigos membros do coral. “Seasons of Love” foi só o começo de um episódio recheado de lágrimas.

Assim como Corey, Finn morreu. E ponto final. Não houve explicações e elas também não foram necessárias. O episódio se passa três semanas após o funeral e é centrado no luto que todos estão experimentando. Mr. Shue propõe que todos cantem o que quiserem, numa maneira de homenagear o amigo e canalizar seus sentimentos.

Mercedes se lembrou do amigo quando ele acreditava que seria pai, logo na primeira temporada e cantou “I’ll stand by you”. Artie e Sam cantaram “Fire and Rain”. Mas as lágrimas aqui eram poucas perto do que estava por vir.

A mãe de Finn fez chorar até a mais seca das pessoas. Eu sei que é só um programa de televisão, mas Carol representou e expressou o que todo pai que perde um filho deve sentir: “E você tem que continuar sendo um pai, mesmo que você não tenha mais um filho”. O padrasto achando que deveria ter o abraçado mais e ter dito o quão maravilhoso ele era. Impossível não sentir a dor de cada um.

Santana sempre mostrando que de bitch ela só tem a cara e teve uma crise de choro cantando “If I die Young”. Como Kurt a lembro, Finn a amava muito apesar de todas as brigas. E graças a ela que temos Sue confessando o quanto adorava o garoto e nos dando uma das frases mais significativas do episódio: “não há lições aqui. Não há um final feliz, não há nada. Ele simplesmente se foi.”

Puck foi chato e caricato como sempre foi em todos os anos da série, mas deu um apertinho no coração quando ele cantou “No Surrender” com um banquinho vazio ao seu lado. Seu melhor amigo e parceiro de cena tinha ido embora para sempre.

Rachel me fez chorar pelo simples fato que não era a personagem ali mas sim, a atriz Lea Michele. Para quem não sabe, Lea e Cory eram namorados na vida real. Então, a dor que a personagem estava sentido era tão parecida quanto a que Lea deve estar sentido por isso, pela primeira vez em cinco anos de série, o choro de Rachel foi verdadeiro. A performance de “Make you feel my love” foi linda, sincera e arrebatadora.

Pode me chamar de chata, mas achei clichê o Mr. Shue só chorar no final do episódio abraçado a jaqueta do time de futebol de Finn. Foi triste por saber que ele considerava Finn como um filho, mas imaginar que ele roubou a jaqueta que estava com Santana, não faz muito o perfil dele.

Glee fez um episódio lindo e mostrou que não é preciso flashbacks para se homenagear um membro do elenco que se foi. A emoção que cada ator estava sentido estava estampada em suas caras e principalmente em seus olhos.

“The show must go on…All over the place…Or something”
“The show must go on…All over the place…Or something”
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