Por Luiza Gould

Feira de São Cristóvão e exposição de Luiz Gonzaga: diversão e cultura garantidas com pitada nordestina 

Foto: Reprodução
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Da tapioca à buchada de bode, do forró ao artesanato. Tudo faz você se sentir em outro lugar. De repente você está no Nordeste em pleno Rio de Janeiro. É essa a sensação de entrar no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, ou simplesmente Feira de São Cristóvão, um berço de cultura e um lugar cheio de história. História que começa em 1945 quando chegaram os primeiros migrantes nordestinos no Rio para trabalhar na construção civil. Nas horas livres, festas e comidas típicas deram origem ao espaço localizado em São Cristóvão. Em 2003, a Feira foi reformada pela prefeitura e ganhou o nome de Luiz Gonzaga, ídolo do nordeste e um dos maiores representantes da música brasileira.

Desde o início deste ano a feira tem também uma exposição em homenagem ao Rei do Baião. Com o nome “Luiz Gonzaga do Brasil, 100 anos de Tradições Nordestinas!” a mostra foi projetada inicialmente para um período de dois meses, mas a resposta do público foi tão positiva, que agora as previsões são do espaço se tornar permanente: “De início era para ficar só junho e julho, mas é tão frequentado que decidimos deixar isso aqui rolar por muito tempo”, conta Carlos Botelho, o diretor cultural da Feira de São Cristóvão. Para Marabá, como Carlos é mais conhecido, a influência do Rei do Baião tanto na música como na vida dos brasileiros, precisa ser lembrada. “O Luiz Gonzaga é muito grande para ter só o nome Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas e não ter um pouco da história dele aqui. As pessoas tem que saber a importância de Luiz Gonzaga para o Brasil, para o nordestino, para o Rio de Janeiro e para a Feira”, afirma.

A exposição aberta de terça a domingo, das 10h às 18h, no Espaço Memória da Feira, reúne painéis contando a história de Gonzaga desde seu nascimento em Exu até a consagração do cantor como ídolo do sertão. Além da cronologia, curiosidades sobre a vida de Gonzaga, capas de discos, e objetos como o famoso chapéu de coro com que ficou conhecido em suas apresentações também compõe o acervo em homenagem ao cantor. A exposição conta ainda com a réplica de um jumento, animal característico do nordeste e homenageado por Gonzagão em músicas como O Jumento é nosso irmão. E quem passar por lá pode deixar um recado. Um painel reúne declarações deixadas pelo público e possui frases como “Você foi e é o orgulho do povo nordestino” e “Saudades da sua alegria”.

O Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas fica no Campo de São Cristóvão, sem número, no bairro de mesmo nome no Rio de Janeiro. De terças a quintas-feiras o espaço funciona das 10h às 18h e tem entrada franca. Já no final da semana a Feira fica de portas abertas das 10h de sexta-feira às 21h de domingo. Nesse caso, a taxa de entrada é de R$ 3,00, menos em dias de show quando os preços variam.

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