Por Luiza Gould

Foto: Reprodução
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Ele é um dos livros mais lidos do mundo, já traduzido para 67 línguas. O relato é de uma jovem que de 12 de junho de 1942 a 1 de agosto de 1944 escreveu em seu diário os conflitos comuns da adolescência, mas também os temores e sofrimentos de viver escondida com sua família tentando fugir do regime nazista que perseguia seu povo em Amsterdã durante a Segunda Guerra Mundial.

Anne era uma típica menina judia que estudava em uma escola da Holanda e tinha uma vida pacata ao lado da mãe Edith, com quem tinha um difícil relacionamento, seu pai, Otto e sua irmã, três anos mais velha, Margot. Desde cedo lia muito e no seu aniversário de 13 anos ganhou de presente do pai, um diário, que tinha visto em uma loja alguns dias antes. Lá ela passou a escrever rotineiramente.

No dia 9 de julho de 1942, no entanto, sua vida mudaria para sempre. Com a instituição do regime de segregação dos judeus nos Países Baixos, Margot recebeu uma carta ordenando seu envio a um campo de concentração nazista. A família decidiu então fugir para um esconderijo, em um prédio anexo ao escritório de Otto. Lá eles passaram a morar com outra família judia. O senhor Van Dan, a esposa e o filho Peter, por quem Anne se apaixona, dividiram com a família Frank o anexo, como era chamado o espaço que serviu de refúgio.

No dia 4 de agosto de 1944 o local foi invadido pela Polícia de Segurança Alemã depois de uma denúncia anônima. O grupo foi enviado a campo de concentração. Depois de deportações, Anne e Margot morreram de tifo em 1945 no campo de Bergen-Belsen na Polônia. Miep Gies, uma das pessoas que trabalhava no escritório que servia de fachada para o esconderijo dos Frank, encontrou o diário de Anne e o entregou a Otto, único sobrevivente da família. Ele publicou as lembranças da filha em forma de livro em 1947.

 

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