Por Diano Massarani

Crédito da imagem: Divulgação Sport Club do Recife
Crédito da imagem: Divulgação Sport Club do Recife

Um palco tradicionalíssimo do futebol brasileiro, a Ilha do Retiro viveu um de seus momentos mais importantes em 1955, ano em que o Sport Clube do Recife comemorava o seu cinquentenário. Inaugurada em 4 de abril de 1937, a Ilha finalizaria, 18 anos depois, sua segunda reforma – a primeira havia sido em 1950, quando o estádio ganhou a honra de ser uma das sedes da Copa do Mundo. Na remodelação iniciada em 1953 e que acarretou na construção de novo lance de arquibancada, poço artesiano, campo de treinamento, bilheterias e portão olímpico, além da instalação da iluminação, um nome foi essencial por seu apoio, sobretudo econômico: Adelmar da Costa Carvalho, que se tornaria o Presidente do clube entre 1955 e 1958. Político, empresário e industrial de enorme sucesso em Recife, com obras que se tornaram cartões postais de uma época, como a Casa do Navio, uma residência bem semelhante ao famoso transatlântico Queen Elizabeth, Adelmar Carvalho trabalhou nas mais diferentes frentes. Seus esforços para a criação da Clínica do Câncer e alguns programas para difundir a arte entre os jovens são dois exemplos relevantes. Ao nomear a Ilha do Retiro como Estádio Adelmar da Costa Carvalho, o Sport homenageia não só um rubro-negro de coração, mas um recifense que fez história.

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