Por Nathália Larghi

O Cruzeiro vence o Botafogo numa ‘final antecipada’ empolgante e pode ter mudado os rumos do Brasileirão

Créditos: Vipcom
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Em uma partida eletrizante, Seedorf perde um pênalti, Julio Baptista marcou duas vezes e a Raposa abriu vantagem de sete pontos na liderança do Brasileirão. Saiba como o jogo definiu os estilos das duas equipes e influenciou a rodada seguinte do Brasileirão. O Cruzeiro venceu o Botafogo por 3 a 0 na última quarta-feira (18 de setembro), em uma partida que foi apelidada de ‘final antecipada’ do Campeonato Brasileiro. Até então, a Raposa liderava o campeonato com uma vantagem de seis pontos para o vice-líder Botafogo. Para os cariocas, uma vitória significava diminuir essa vantagem para apenas um ponto de diferença. Porém, os mineiros venceram e dispararam na liderança. É válido lembrar que o placar não reflete o que realmente aconteceu. Houve uma superioridade cruzeirense sim, mas nada que sugerisse um início de goleada. Para o torcedor, foi um bom jogo de se assistir, principalmente no primeiro tempo.

Empolgante, rápido e disputado a partida mudou alguns dos rumos do campeonato. O Botafogo parece ter se assustado com o resultado e não soube controlar o emocional. Abusando das más finalizações nesta partida e no jogo seguinte, em que perderam de virada contra o Bahia, os cariocas mostram que precisam treinar o ataque e preparar a mente para não perder o foco quando algo desandar. O Cruzeiro mostrou que veio, mas precisou contar com a sorte – e com a qualidade do goleirão Fábio – para segurar e ampliar o resultado. Na partida seguinte, no empate em 0 a 0 com o Corinthians, a tática não deu certo e o líder até sofreu uma certa pressão. Saiba melhor como foi essa partida que pode ter mudado os rumos do Brasileirão! Veja os detalhes dessa partida

Veja os detalhes dessa partida

Primeiro tempo: Cruzeiro começou com a marcação adiantada e não deixou Botafogo organizar contra-ataques velozes. A partir dos 20 minutos, o Bota se posicionou melhor em campo e arriscou mais finalizações. Como não têm um time muito rápido, os cariocas precisavam se aproximar uns dos outros para dar passes precisos. Porém, essa tática pode falhar quando se enfrenta um time organizado e entrosado como o Cruzeiro. O primeiro tempo foi emocionante até o último minuto, quando finalmente saiu o gol. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Nilton marcar de chaleira.

Segundo tempo: O treinador Oswaldo de Oliveira ousou e jogou o Botafogo pra frente. Perdendo de 1 a 0, os cariocas partiram para o ataque, mas sem muita qualidade nas finalizações. Aos 8 minutos veio a grande chance do Botafogo. Bruno Rodrigo derrubou Rafael Marques na área e o juiz marcou o pênalti. E quando os torcedores achavam que iriam ver uma reação o herói Clarence Seedorf bate pra fora. Mas nos minutos seguintes o Bota não parou. Porém, o que era pra ser gana acabou dando espaço para o nervosismo que gerou pequenos erros, mas comprometedores. O Bota explorou as laterais, tentou entrar na área com tudo, mas a defesa do Cruzeiro estava lá, muito bem postada. Aos 35 minutos o árbitro marcou um pênalti pra lá de duvidoso de Bolívar em Éverton Ribeiro. O veterano Julio Baptista foi para a cobrança e não desperdiçou. Nos minutos finais do jogo Dagoberto deu um belíssimo passe para o Julio Baptista e adivinha? O veterano soltou uma bomba e marcou o terceiro. O que foi um jogo disputado acabou com um placar de baile e com um líder com sete pontos de vantagem.

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