Podem ficar calmos, sem spoilers, bem, sem muitos spoilers.

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Antes de começar, preciso confessar: eu não queria ver The Walking Dead. Na verdade a primeira vez que ouvi falar sobre a série, falei “Eca, zumbis, deve ser uma porcaria”. Mas pode confessar, não fui a única a ter esse receio. Histórias de mortos-vivos, mesmo para quem gosta de filmes de terror, com morte e sangue, geralmente são apelativas e trash. Sem falar, que agora é um assunto que está na moda, o que traz mais riscos para a qualidade da obra. No entanto, The Walking Dead foge a tudo isso.
A série foi baseada nos HQs, de mesmo nome, da Image Comics, desenvolvidos por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard. Lançados em 2003, os quadrinhos, inicialmente não tiveram grande sucesso, mas com o tempo, foram ganhando destaque. Em 2010 a rede americana de tv por assinatura AMC, encomendou o piloto da série. Daí em diante, acho que não preciso dizer muito, a série se tornou o sucesso que é hoje. Já são 3 temporadas, sendo renovada já para sua 4° temporada.

Comparação entre quadrinhos e série
Comparação entre quadrinhos e série

E como uma série de zumbis pode fazer tanto sucesso? Bem, esquecendo um pouco a história dos comedores de cérebros, The Walking Dead conta a história de Rick Grimes, interpretado pelo ator Inglês Andrew Lincoln (incrível é para onde ele manda o lindo sotaque britânico, já que na série você não percebe mesmo de onde ele é). Rick, é xerife da cidade de Cynthiana, no estado do Kentucky, que em trabalho é baleado, entrando coma. Quando desperta, o xerife se depara com um mundo completamente diferente, onde os seres humanos, os poucos que restaram, lutam por sua sobrevivencia contra os zumbis, ou contra virar um zumbi, lutam por simplesmente continuarem vivos, tentarem entender tudo que está acontecendo.

Foi quando percebi um fato interessante, TWD, não é uma série sobre zumbis, mas sim uma série com zumbis. É como falar que um filme é um musical, ou falar que um filme tem música, para quem não gosta de musicais é uma diferença e tanto. The Walking Dead traz então a luta de Rick para reencontrar sua esposa Lori (Sarah Wayne Callies) e seu filho Carl (o fofíssimo Chandler Riggs), que ele descobre estarem vivos. A série também traz além desse reencontro, as tensões que surgem em um grupo de seres humanos sobreviventes ao qual Rick se reúne, que a tudo querem continuar vivos, e também, o que dificilmente se consegue, sãos.

Afinal sobreviver diante de um apocalipse zumbi, não é uma tarefa muito fácil, certo? Os seres humanos em situação extremas podem aderir aos seus instintos mais primitivos de violência, medo ou coragem. Ou seja, The Walking Dead traz além dos zumbis, uma história de fundo bem estruturada, contando a história de seres humanos e não apenas de zumbis que querem comer os cérebros dos vivos.

Os mortos-vivos, neste caso, entram como a cereja no bolo, para deixar toda a bagunça ainda mais divertida. Assim, se você não viu esta série e diz que é por causa da história toda dos zumbis, pode mudar de argumento, ou começar a ver. Além de tudo, a série traz um ótimo trabalho visual. Com efeitos de computação muito bem trabalhados, além de uma maquiagem quase que perfeita, buscando sempre uma fidelidade com os quadrinhos originais.

Para ficarem um pouco mais curioso, vai aqui o trailer primeira temporada e também o vídeo bem interessante que foi ao ar na final do Super Bowl este ano.
Bem, até mais notícias sobre The Walking Dead 🙂

 

Trailer – http://www.youtube.com/watch?v=IyXAtQYDPdA (foi a versão legendada que achei que estava mais certinha
Super Bowl – http://www.youtube.com/watch?v=D8PNdfJ0Rg4
Video sobre efeitos especiais na primeira temporada – http://www.youtube.com/watch?v=jgxaxfeejoc

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