Por Laís Carpenter

fringe

Queridos leitores,

Hoje vim falar para vocês sobre o final de Fringe. Escrevo-lhes para informar que essa foi uma das séries mais brilhantes que eu já vi. Não venho reclamar sobre o cancelamento por motivos de “baixa audiência” que a série teve. Também não vim me queixar das teorias não-explicadas ou dos pontos, para mim irrelevantes, que a série deixou em aberto. Não. Vou manter esse texto simples. Simples como uma tulipa branca. Simples como uma carta de adeus.

Pensei em várias maneiras de escrever esse texto. Custou a sair, na verdade. Acho que foi por saber que Fringe não mais voltará e que vai deixar um vazio na minha lista de séries favoritas. Por fim, aqui estou. Apesar da saudade que os fãs irão sentir, acredito que Fringe tenha acabado no momento certo. É triste quando você vê algo muito bom perdendo força, então, o melhor a se fazer é terminar ainda no auge. É claro que a última temporada deveria ter tido mais tempo para respirar e ter sido feita em 23 episódios, como todas as outras quatro. Mesmo assim, com 13 episódios apenas, a série do célebre showrunner J. J. Abrams me fez pensar que tudo já tinha sido muito planejado. Que Fringe terminaria, de fato, em seu 100º episódio.

É impossível narrar para vocês toda a complexa trama da série, assim como é impossível descrever minha emoção em seu episódio final. “An enemy of fate”, nome do último capítulo da jornada, escrito e dirigido por J. H. Wyman, trouxe de volta os eventos fringe das temporadas anteriores. Além disso, nos permitiu dar uma última olhada em personagens em que nos apegamos tanto, como Lincoln, Broyles, Bolívia e a vaquinha de estimação Eugene. Também nos tirou sem piedade o doce September, que corria com seu filho para um futuro feliz em um momento e no outro já estava morto no chão, com uma bala no peito.

Quem não vibrou com a morte sangrenta de Windmark? Quem não aplaudiu nossa heroína usando seus poderes de Cortexiphan de novo para salvar o mundo? E quem não lamentou ver Walter entrando naquele portal para o futuro, deixando de existir no presente? E quem não sorriu ao ver Peter finalmente abraçando Etta criança de novo?

Por fim, é com uma mistura de tristeza, alegria e já saudosismo que dou adeus a Fringe. Aos que assistiam assiduamente a série, aos que amavam o time Peter, Olivia, Walter e Astrid, sem falar nos outros vários personagens, e aos que procuravam o significada de cada grifo dos episódios, terão sempre mistérios por trás da série que podem ser discutidos e relembrados. Teorias loucas que fazem tanto sentido, que a gente chega a quase acreditar nelas. Recomendo a todos, deste ou de qualquer outro universo paralelo, que assistam a Fringe. Vale a pena mesmo.

Beijos,
Laís

P.S.: Deixo com você aqui nesse vídeo nosso time favorito, falando sobre o fim da série.

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