Por Bárbara Fernandes

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Que atire a primeira flecha quem nunca começou a ver uma série por um interesse escuso. Sim, eu confesso. Só comecei a ver Arrow por causa do, assim digamos, protagonista extremamente chamativo e seu abdômen definido (que é quase um personagem a parte). E eu também só continuei depois do primeiro capítulo por causa dele. Mas esperem, a série é muito mais do que músculos e abdômen definido. Portanto, vocês tem que assistir. Veja a sinopse abaixo:

“Depois de um violento naufrágio, o playboy bilionário Oliver Queen fica desaparecido e é dado como morto por cinco anos antes de ser descoberto vivo numa remota ilha do Pacífico. Quando ele retorna para sua casa em Starling City, sua mãe devote Moira, sua irmã amada Thea, e seu melhor amigo Tommy o recebem de volta ao lar, mas sentem que Oliver mudou durante sua temporada na ilha. Enquanto Oliver esconde a verdade sobre o homem em que ele se tornou, ele desesperadamente tenta consertar ações que ele tomou quando era mais jovem. Particularmente, ele procura reconciliação com sua namorada formal, Laurel Lance. Enquanto Oliver se reconecta com aqueles próximos a ele, ele secretamente cria o personagem do arqueiro – um vigilante para consertar os erros da família dele, lutar contra a doença da sociedade e restaurar Starling City a sua glória. Durante o dia, Oliver atua como o irresponsável que não liga para nada que ele costumava ser – escoltado por seu devoto chauffeur/guarda-costas, John Diggle – enquanto cuidadosamente concilia sua identidade secreta. Entretanto, o pai de Laurel, Detetive Quentin Lance, está determinado a prender o vigilante que opera em sua cidade. Enquanto isso, a mãe de Oliver, Moira, sabe muito mais sobre o naufrágio do que ela aparenta e esconde algo mais cruel do que ele jamais poderia imaginar.” (tradução livre do imdb)

Para quem não é amante nato de séries e produções que falam sobre super-heróis já conhecidos dos quadrinhos, Arrow surpreende. Eu, por exemplo, não sou fã louca do arqueiro verde e me apaixonei pela série. Vamos aos motivos.

O pilot é um bom episódio, mas não foi suficiente para me prender a trama. Apesar disso, sinceramente, não parem no primeiro obstáculo. Eu não parei e descobri, logo depois, uma série cheia de ação, mistérios, reflexões sobre laços sentimentais e personagens cativantes.

Acho que vale ressaltar aqui o que eu não gostei no primeiro episódio, mas que consegui superar sem muitas dificuldades ao longo da história:

  1. Narração em OFF de Oliver Queen, personagem “maravilhoso” principal: não é que narrações em Off me irritem, mas a voz subconsciente de Oliver sendo sério e racional me incomodou um pouco, confesso
  2. Thomas Merlyn, o melhor amigo de Oliver: Tommy conseguiu estragar o meu humor nesse primeiro capítulo. Simplesmente revelou o spoiler que eu evitava há tantos anos: o fim de Lost. Chorei.

Finalmente, após lamentos e promessas de que ia odiar Merlyn para sempre, não consegui. O melhor amigo é um dos personagens que cresce na série e que, querendo ou não, é ultra cativante, com seus olhinhos azuis e sorriso amigável.

Aliás, a série, pra mim, só funciona, porque, além do mistério que envolve a história, os personagens são totalmente humanos. Apesar da cof beleza cof agilidade sobrenatural do playboy super-herói Oliver Queen, seus problemas são totalmente normais. Enquanto tenta combater os malvadões de Starling City, seus maiores desafios são tentar se reconectar com sua família e apresentar para a sociedade o playboy que todos esperam.

Enfim, a série é surpreendentemente boa. Apesar do modelo em que Oliver combate um mau caráter por semana, a trama geral flui com facilidade. Não é do tipo de série em que você pode perder um episódio e continuar a ver do próximo tranquilamente. Os mistérios da história completa de Oliver e de seus familiares se sobressaltam aos casos dos malvados semanais. Além disso, a construção e evolução, não só de Oliver, como dos personagens secundários nos impulsiona a continuar a história sobre a jornada do arqueiro. Portanto, não deixe de assistir a série, uma das mais promissoras que estreou em 2012. Você não vai se arrepender.

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